A tecnologia tem se tornado uma aliada na detecção de tumores precoces em mulheres abaixo de 40 anos.

O câncer de mama é responsável pela maior taxa de mortalidade das mulheres entre os cânceres ginecológicos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2020 os números registrados no país já ultrapassam a marca de 66 mil novos casos.  Apesar da incidência de diagnósticos ser maior em mulheres acima dos 50 anos, o número de diagnósticos tardios é maior em mulheres com idades abaixo de 40 anos.

Uma das causas para esse diagnóstico tardio é a não realização dos exames periódicos de prevenção, como a mamografia. Especialistas destacam a necessidade de exames mesmo na população que não está na faixa etária de recomendação do Ministério da Saúde, que é acima de 50 anos, para um diagnóstico precoce e com mais chances de cura.

“Os especialistas brasileiros (Sociedade Brasileira de Mastologia, Federação Brasileira de Ginecologia, Obstetrícia e o Colégio Brasileiro de Radiologia) recomendam realizar os exames de rastreamento para o câncer de mama a partir dos 40, pois é possível garantir uma sobrevida maior e menos danos as pacientes”. Afirma a Radiologista Nara Pacheco, Doutora em Oncologia e com experiência internacional em Imagem da Mama pelo Hospital Johns Hopkins (EUA).

Dentre as causas que mais fazem as mulheres adiarem os exames básicos de detecção do câncer de mama estão a dor e o medo do diagnóstico, por isso a necessidade de intensificação das campanhas de que quanto mais cedo a mulher descobrir o tumor, mais chances há de sobrevivência e de ter menos sequelas da doença. Em relação as dores, geralmente associadas ao exame de mamografia, a tecnologia está cada dia mais aliada da ciência, pois atualmente há aparelhos mais modernos e mais ergonômicos que podem trazer mais conforto durante a compressão da mama.

Hoje, uma das aliadas na detecção do câncer de mama e na saúde da mulher é uma tecnologia de alta definição encontrada em máquinas de mamografia com superfície que reflete o formato da mama feminina e proporciona mais conforto e menos dores durante os exames. Com o nome de Smart Curve, ela permite, inclusive, a detecção precoce dos tumores. No Ceará, o primeiro centro de diagnóstico a adquirir essa tecnologia foi o Emilio Ribas Medicina Diagnóstica.

Além disso, segundo a Dr. Nara, há algumas dicas para reduzir a dor durante a mamografia “sugerimos que as pacientes realizem os exames na primeira fase do ciclo menstrual, antes da ovulação, nesta época, devido à redução dos efeitos hormonais estimulantes, as mamas ficam menos sensíveis. Também é indicado que ela faça o exame sempre no mesmo lugar, além de ser mais prático para o médico fazer os exames comparativos, a paciente vai se familiarizando com o ambiente e com os profissionais, afinal, nós tememos mais o desconhecido”.

Como todos os outros tipos de canceres não há formas de prevenção que funcionem 100%, no entanto, “conservar hábitos saudáveis, como, praticar exercícios físicos contribuem para manter os hormônios estáveis, reduzindo o risco de desenvolvimento do câncer na glândula mamária para pelo menos 25%. Redução de peso em pacientes obesos também pode levar em uma redução de até 50% do risco de câncer de mama. Outras medidas cabíveis seria reduzir ou parar com o consumo de bebidas alcóolicas e com tabagismo”, observa a Dr. Nara Pacheco.